eu te excitovocê hesitame evita
mente gravitaalma gritafica!
ao avessovocê me revirae eu te faço um versosubmersoem saudade
eu te excitovocê hesitame evita
mente gravitaalma gritafica!
ao avessovocê me revirae eu te faço um versosubmersoem saudade
eu sou caixinha de lixo. não cesto, caixinha mesmo. dessas de guardar presentes, de colecionar pingentes. mas eu guardo lixo. pessoas, emoções, palavras, gestos, ausências, migalhas... muitas formas de lixo. não tô dizendo que tudo isso não preste. to dizendo que a parte disso que eu deveria descartar, eu guardo. algo curioso que tem acontecido é que todo lixo que guardei começou a se desfazer de mim. algum dos meus sentidos diz que isso é ruim (só que este sentido também tá na minha caixinha, e talvez me abandone). eu não sei onde isso tudo vai parar. um fato é certo: por mais que eu acredite precisar desta caixinha, eu não preciso. e, aos poucos, ela tem notado.
Anália, me complete. Não me prenda.
Não me limite, me imite.
Vem, Anália. Vem que tem.
E, se não tiver, a gente faz.
Eu estou pronto, Anália.
Se apronte também. E vem.
Já percebi que estou na direção errada. Mas isso não é poético. Se eu admitir, vai destruir a estrutura do texto e não foi pra isso que ele foi escrito. É pra ser muito bem estruturado, não sincero. Alguém pode não gostar, de verdade. E eu culparei o vento, de novo.
adormeci
em dor
a dor
meu céu
adormeceu
dormente, a dor mente
eu doído
e sem domínio
também minto
Mas não demora a me arrancar um sorriso. 
Era um broto. Cresceu. Tornou-se maçã. Verde, mas maçã. Amadureceu. Agora, vermelha e desejada.Mas encontrava-se em um galho alto. Inalcançável. Então era só admirada, de longe. Ninguém despertava interesse suficiente pra torná-la alcançável. Desprendeu-se do galho. Migrou em direção ao chão e partiu-se ao encontrá-lo. Ali, dividida, apodreceu. Noutro dia, enquanto pisavam-na, procuravam-a no alto e se lamentavam por não tê-la. Mas, desta vez, não havia mais soluções. E não houve.
Uma maçã, apenas.