domingo, 24 de agosto de 2014

distorcido



se torcer por um abraço
      é dar o braço a torcer
     eu aceito
            afinal
        não tem que fazer sentido
tem que me fazer sentir



                        ainda que sem ti 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

a.m.a.r.é

sem equilíbrio, caí
e aí foi só caos
me queria aí
e te quis pra cá
talvez ou aliás
me espere no cais

porque
se amar é só confusão
que a maré carregue
e me deixe só
(confissão)

ah, esse mar...
da cor dos seus olhos
ah, esse amor...
acordar aos seus olhos

seria lindo
se eu não estivesse a fugir
ou se eu não tivesse afogado

é a vez do sol agora        
ah, mas por quê?        
HM, tou cansado de marola     


quinta-feira, 17 de julho de 2014

alme-se


Este é mais um oculto.
Que te presto um culto.
Que grito: te curto!
Que eu surto.
Que me assusto.
'Que vejo seu vulto.
Que vejo se volto.
Que faço meu voto.
Que você me veta. Que saudade, Veveta.
Que lá fora venta.
Que alma diz: tenta.

Que eu desisto. E des-existo.

Às vezes, é preciso selecionar o que é foco. Outas vezes, não. 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

bumerangue


Lá vem o mentiroso.
Já vai dizer que é ameno e que sabe ponderar.
                          (quem sabe, um dia, poderá?)
Lá vem o orgulhoso. 
Já vai dizer que agiu naturalmente.
                      (na tua mente - e só)
Lá vem o maduro. 
Já vai dizer que sabe lidar com a situação.
               (...parece são. Mas não se situa.)  
Lá vai o texto. Como pretexto e disfarce.
                                                  (de praxe)
Lá vou eu - ou a parte de mim que não se perdeu. 
Divago entre o meu e o céu,
seu e o mel
eu e fel. 
   
fiel


(Pronto! Mais um final, sem ponto, em que me desaponto). 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Eu vou só, eu vou só!


Anália, me complete. Não me prenda.
Não me limite, me imite.
Vem, Anália. Vem que tem.
E, se não tiver, a gente faz.
Eu estou pronto, Anália.
Se apronte também. E vem. 

Eu comecei a escrever e ficou assim. Com e sem intenção, poesitizei o que já era poesia. E talvez eu até tenha estragado. Se não o fiz, confundi. Eu só queria mostrar como a música, com todas suas metáforas, me faz pensar. Fui lá e metaforizei, também, meu pensamento. É, eu não me aguento.  Mas era mais ou menos assim:

Faça o que quiser.  Desde que seja por você e não por Anália. Se ela for contigo, ótimo. Se ela não for, lamente (por ela, coitada). 


Ah, a música é Maracangalha, de Dorival Caymmi:



sábado, 29 de março de 2014

Direção: dê ré; - ação!

O vento sopra a meu favor...
Mas estou resfriado e ele tá vindo com neblina.
O vento sopra o meu favor...
Mas ele tá bagunçando todo o meu cabelo.
O vento sopra a meu favor...
E olha só, acaba de levar o mapa que eu estava seguindo.
O vento sopra a meu favor.
Hm, agora ele tá trazendo fumaça e, droga!, é de cigarro.

Uma constante: o sopro. Outra: sofro.
Já percebi que estou na direção errada. Mas isso não é poético. Se eu admitir, vai destruir a estrutura do texto e não foi pra isso que ele foi escrito. É pra ser muito bem estruturado, não sincero. Alguém pode não gostar, de verdade. E eu culparei o vento, de novo. 
Se não se importa consigo, faça isso pelo vento.
Sopre a seu favor.                                                 

segunda-feira, 10 de março de 2014

.:bloco de carnaval transcrito num bloco de notas:.



Me surge uma mão com sangue.                
Não havia nenhuma vontade em marcar o trajeto. Nem desejo de volta. Ainda assim, como se fossem as migalhas do conto de João e Maria, o percurso era notável. E não era pão que caía. Era paz. Em cada gota de sangue, uma gota de esperança. A coragem havia sido derramada no chão. Tingia a rua de vermelho. Aos poucos, a dor ofuscava a cor. Abre alas pro carnaval dolorido. De máscaras de compaixão.
Dos olhos, lágrimas. Do coração, o grito. Da sombra, a voz. "Olhem o que vocês fizeram, olhem o que vocês fizeram!"
                         Mas eu não fiz nada - pensei.
                         E aí está meu erro: eu devo fazer.
                         Mesmo que isso  
                                                me suje uma mão com sangue.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

dorme-se

adormeci
em dor
a dor
meu céu
adormeceu
dormente, a dor mente
eu doído
e sem domínio
também minto

sábado, 20 de abril de 2013

Prazer em vê-lo(pe).



Acordei e você estava lá, inviolada.
Você sempre chega assim, sem avisar.
Mas não demora a me arrancar um sorriso. 
Te abri.
E, desta vez, o que trouxe pra mim?
De início, a saudação, claro.
Ainda bobo, percorri, com meus olhos curiosos, seu corpo.
Que delicioso afago.
Você caprichou desta vez.
Até percebo seu a-b-r-a-ç-o mais longo.
E eu, tonto, começo a te sentir.
Quanta saudade.
Me abri.  
Eu queria estar ao seu lado, selado.
Quando eu preciso ouvir, você não me descarta.
Você me diz, carta.



Este texto foi feito pra um trabalho da faculdade,
 pra empresa Correios. 
A carta da imagem foi (e é) minha inspiração. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Elo


A minha metamorfose levou-me a perceber, com custos, valores que, por natureza, deveriam ter me dado base para tudo que acredito. Mas, agora, percebo que tudo que acredito reflete em mim como a necessidade de ter uma base e esta base não poderia ser outra...


Família, hoje eu sei como agir pra te pertencer. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

Eu pedra



         "Nunca me esquecerei desse acontecimento
           na vida de minhas retinas tão fatigadas."
                                                 (Carlos D. de Andrade)


             Retirem-me de seus caminhos. Sou pedra.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Eu hipócrita

Estimados leitores, não repetirei o meu clichê de "eu não sei o que está acontecendo".
Desta vez eu sei e, acreditem, não me importo.
Já é tarde para reclamar, mas desde quando eu sou obediente e lógico?

Posso garantir que o caminho em que sigo está empolgado em me tornar mais frio... Garanto, também, que ele tem feito isto com maestria. Algumas coisas farão falta, eu sei, mas só consigo pensar em mim agora. Serei um pouco mais egoísta do que sempre fui. Agora, como reflexo de pessoas que buscam, sem limites, a felicidade.

Sou pedaço, sou descartável, sou complemento...
Serei inteiro, portanto, pra mim.

Talvez eu esteja errado, mas o novo e espontâneo será, por mim, muito mais valorizado que o velho e programado. Sim, estou tentando DESAPEGAR, não ser dependente e limitado por lembranças.

E a melhor parte: a dor é muito (mas muito) menos da que eu temia.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

L'Ego

Peça por peça, por peça, por peça...
O meu castelo de lego, nas mais variadas cores, crescia.
Eu o fiz, logo, engrandecia-me o ego.
Era belo! E eu o amava!

Tenho apreço ao que, feito de lego, é belo.
E construíam - ao meu, paralelo - outro castelo.
Mas faltavam-lhe peças, enquanto lhes sobrava beleza.

Sem apego, doei peças... Vermelho, azul, amarelo...
Não é despacho, eu zelo! Mas anelo, em outrem, possibilidades.

Meu castelo não cresce mais. Mas encontra-se perfeitamente como o deixei. Ainda o admiro.
Admiro, também, o que ajudei a construir, temos um elo. Estou disposto a ver a beleza, ainda que ela não esteja nos meus. Contemplar e sentir-se próximo, exatamente por causar a distância. As peças jamais foram minhas. Eram do castelo.




E eu, o que levo? Nada. Deixo tudo, inclusive o ego.
E meu lego será, eternamente, belo.


É tudo que digo, que alego. 

domingo, 26 de junho de 2011

Uma maçã

Era um broto. Cresceu. Tornou-se maçã. Verde, mas maçã. Amadureceu. Agora, vermelha e desejada.Mas encontrava-se em um galho alto. Inalcançável. Então era só admirada, de longe. Ninguém despertava interesse suficiente pra torná-la alcançável. Desprendeu-se do galho. Migrou em direção ao chão e partiu-se ao encontrá-lo. Ali, dividida, apodreceu. Noutro dia, enquanto pisavam-na, procuravam-a no alto e se lamentavam por não tê-la. Mas, desta vez, não havia mais soluções. E não houve.

Uma maçã, apenas.  

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sim, please.


(...) se você e eu somos amigos, há uma prontidão dentro de nosso relacionamento. Quando nos vemos ou quando estamos separados, há uma prontidão de estarmos juntos, de rirmos e falarmos. Essa prontidão não tem definição concreta: é viva, dinâmica e tudo que emerge do fato de estarmos juntos é um dom único que não é compartilhado com mais ninguém. Mas o que acontece se eu mudar "prontidão" por "expectativa", verbalizada ou não? Subitamente a lei entra no nosso relacionamento. Agora você espera que eu aja de um modo que atenda às suas expectativas. Não tem mais haver com nós dois, mas com que os amigos devem fazer  ou com as responsabilidades de um bom amigo.(...)
Retirado de A Cabana


Um basta naquilo que se estabelece de acordo com uma ordem lógica, com espírito metódico. Falo, aqui, de relacionamentos, sejam eles quais forem. Tenho complicado, eu sei. Mas minha busca é pela simplicidade.
Nota mental: Preocupar somente com o tempo em que se é capaz de viver.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tratado Abstrato

Agimos certo sem querer

Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...


 Parece ser melhor ancorar-se na certeza de que houve, de fato, o grito que se ouvia.
Ainda que seus pedaços estejam espalhados, sua destruição não está consumada. 
Seus olhos continuaram a refletir a verdade que há em você.


Não é só isso. Tem jeito. 


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Inconstâncias

Não é sobre mentiras. Não é sobre necessidades. Não é sobre cobrança. Não é sobre sombras, tampouco contrário a elas. Não é sobre quem sou e o que penso a meu respeito. Não é sobre aquilo que, de fato, devera ser. Sabe-se sobre o que não é, mas não sobre o que é.
Vai além de abraços, momentos, palavras, promessas...
     Não se trata  de dançar conforme a música e ignorar seus movimentos arrítmicos. Nem de trocar pedaços por algo inteiro. Não é uma busca egoísta por perfeição. A todo tempo fala-se em não seguir regras, quebrar paradigmas. Seguir regras é quebra-las. Contrapor deixa de ser a aberração, mas não é sobre isto também.
     Por hora, acreditar no elo invisível não só resta, como satisfaz. Sentir, de alguma forma, que tudo irá voltar ao  anormal, que a incoerência e os absurdos serão a dose exata para trazer os velhos devaneios... Crer, talvez, na essência que, em essência, é imutável, mas permite-se evolução e implora ação. Ter, de volta, os anseios de ter. Tremer, temer, ter (nesta sequência ilógica e variável).
     Ascender. Mais que crescer e evoluir. Encontrar-se grande, construído de coisas pequenas. Partículas únicas, unidas involuntariamente por um órgão involuntário. Aquele muscular que bombeia o sangue, que bombardeia a alma. Aquele onde muitos moram e, dos seus, fazem moradia.

Por que estar não é ser e o ser é indecifrável. O ser é construído de lembranças, fatos, atos... Enquanto o estar é criado, ainda que superficialmente, de reflexos que nem sempre reproduzem a silhueta perfeita.

Bem como quem o escreve, este não tem foco, nem objetivo. Não lhe faz a mínima diferença se o final justificará os meios, pois não vive pelo fim. Não quer que acabe, portanto não acabará. Porquanto acreditar em algo, fará conforme acredita.
Apático, espera que, ao menos desta vez, suas palavras sejam férteis o suficiente para atrair de volta a chuva salgada que cai dos olhos e umedece seu ombro.

Pode ser que seja sobre reconhecimento...  


quarta-feira, 9 de março de 2011

Ainda assim, é pouco.



O seu sofrimento pode ser justificado.
Você é um tremendo idiota e age como tal.
Nada que você consegue é puro e de verdade e, talvez, quando realmente foi, você subestimou. 
Você não deveria ter se surpreendido. Você sabia. Você entendia. Mas tinha medo. 
E seu medo fez com que você se perdesse.
Agora chore! Sofra! Sinta o que você faz os outros sentirem.
Perceba quão ruim é machucar as pessoas.
Perceba que o seu pedido de perdão de nada adiantará enquanto essa ferida não for cicatrizada.
 E esta cicatriz servirá pra te deixar ciente da maldade que em você habita. 
Você não sabe amar. 
Não negue que está no centro quando, na verdade, é você que faz essa coisa de centro existir. 
Você pode desistir ou dar um tempo.
De imediato, não terá nada. 

Que o seu sofrimento te torne alguém melhor, William. 


Boa sorte.


                              Atenciosamente, Mundo



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sim, eu vou lembrar!

“Eu nunca tive muito, e tudo que tive de muito ou pouco, eu perdi.”


Eu sempre achei que tinha muito. Achava que tinha quase tudo, inclusive. No entanto, percebi que o meu muito, se filtrado, se tornaria pouco.
Hoje percebo que desconhecia o significado de uma amizade. Nestes últimos anos tenho descoberto, pouco a pouco, o que é ter um amigo.
Lembro-me de como era inseguro e vivia fingindo amizades para disfarçar meu sofrimento…
Eu tinha teorias e pessoas para acreditar nelas. Às vezes, eu fingia tão bem que também acreditava. Eu sabia a fórmula da amizade. Eu não sabia o que é amizade.
Eu era destemido. Invejado. Tinha popularidade, opinião e presença. Não havia ‘eu’, havia uma mercadoria a ser vendida.

Por sorte, e jamais por merecimento, conheci alguém que não só se importava comigo, como também com minhas atitudes. Só que, por idiotice (que até hoje me arrependo e choro por ter feito) e por ‘fodãonismo’, machuquei este alguém. Eu teria continuado o monstro que fui se este alguém, que não precisava de mim pra ser feliz, não me quisesse ao seu lado. Eu via superioridade nas suas ações exatamente porque eram puras e, ainda que com o coração partido e com motivos de me odiar pra sempre, veio falar comigo. Eu chorei. E comecei, a partir de então, querer ser como este ser. Eu mudei.


Agora eu não mais me achava o melhor. Muito pelo contrário. Agora eu não era bom o suficiente pra nada e pra ninguém. Talvez eu tenha sido mimado e, por isso, ficava oscilando entre as extremidades do ego. Eu não ouvia ninguém, afinal ninguém entendia o que se passava (e ainda passa) em minha mente. Eu ainda sofria, eu precisava falar, mas falar o quê? E pra quem? O que eu disse eu não sei, mas eu sei muito bem pra quem eu disse. Eu não me recordo também se, de fato, disse algo. Quando alguém te conhece de verdade, sabe o que te aflige ainda que você não diga nada. E foi assim comigo. Meu primeiro, único e sincero desabafo. E, apesar de não conhecer tanto aquele que melhor me conhece, eu confio. Ele tem teorias bem mais convincentes que as minhas. Ele conhece, de verdade e a fundo, uma amizade verdadeira. Eu tinha medo de não saber retribuir até perceber que me importar em retribuir, talvez, fosse suficiente. Eu aprendi.

Eu tinha as teorias, só faltava aplica-las.

À início, aplicava as teorias ditando-as às pessoas. Não funcionava. Eu percebia que as pessoas precisavam crescer e esqueci-me de crescer com elas. Só que a vida, esta danada, me presenteia com alguém com a mente igual à minha (só que com 20 minutos de atraso). Eu estava disposto a melhorar aos outros e então não tive limites nas teorias. Algumas não funcionavam, pois eram tão vazias quanto eu. Já outras, voltavam a mim como atitudes. É, foi isto que eu plantei. Atitudes. Não, calma! “Eu plantei”, não. Nós plantamos. Eu não estava ensinando nada a ninguém, eu estava aprendendo e colocando em prática o que eu já havia aprendido. Eu não mudei ninguém. Se alguém acha que não deve mudar por si mesmo, não deve mudar por ninguém. Você muda quando percebe que pode ‘conquistar um pouco mais de tudo’ através do que você é e, por insegurança, tenha escondido do mundo. Crescer sozinho é muito bom, crescer com aquele que é tido como o ‘increscível’, então, é perfeito. Nós crescemos.

Eu não vivo de sacrifícios, eu vivo de amor, ainda que, às vezes, tenha que me sacrificar.
Eu sei muito bem por quê e por quem eu tenho dispensado amor... Eu não me arrependo.

Hoje eu sei que tenho pouco, mas este pouco que tenho é do tamanho do mundo. E é meu, e ninguém pode me tomar, e eu amo, e é muito.

Sou grato aos meus amigos que, ainda que sem intenção, me tornaram alguém melhor.






@JaiceCris, @DuiliumCastro e @HugooDeleon, não se esqueçam de mim, assim como, na ordem dos acontecimentos, não me esqueço(ci) de vocês.

Não era pra ser meloso, mas eu não consigo. ;)


terça-feira, 24 de agosto de 2010

[...],ou não!


    Ainda que sejam vaidades quaisquer, há algo que te faça refletir, que te faça querer ser melhor e que , talvez, te faça querer crescer
Não há muito a pensar, não há muito a analisar. O fato é que construímos uma barreira entre nossa capacidade de realizar e nosso ânimo. Fingimos ser perfeitos, quando somos insatisfeitos com nós mesmos e fingimos ser fáceis de ser entendidos, quando nem nós mesmos nos entendemos.
Insistimos em acreditar que não somos amados e exigimos cada vez mais atenção com a intenção de tornar-nos o astro a qual todos esses pequenos planetas estão predestinados a orbitar…
    Somos as nossas vítimas, estamos perdidos nesse vácuo. Enganamo-nos com facilidade e tornamo-nos incapazes de enxergar as armadilhas que tramamos contra o nosso próprio ego.
    No momento, não precisamos ser amados, precisamos amar. Precisamos amar para não acabar com esta corrente recíproca de sentimentos. Ao contrário do que pensamos, não somos o centro do universo, nem o fim do túnel. Somos simplesmente peças fundamentais, assim como todas as outras.
     Chega de perder tempo em busca de nós mesmos, vamos procurar algo ou alguém que não seja tão primitivo e que tenha capacidade de nos mostrar o que somos ou quem somos de forma espontânea. Não precisamos definir quem somos, as nossas ações devem dizer isto por nós… Perceber, receber e devolver o carinho recebido, mesmo que de forma tímida, é fascinante.
     Há um ponto de equilíbrio entre a ‘teoria’ a ‘prática’.
    Teoricamente, amamos e somos amados infinitamente. As palavras não têm o mais o efeito que deveriam ter. Elas dizem o que é conveniente, independentemente se expressam verdade. Elas iludem com facilidade e machucam sem dó. No entanto, o amor praticado coloca-nos a par da verdade mostrando-nos, em pequenas ações, o valor que temos, afinal ‘são nas pequenas coisas que percebemos o quão somos importantes, porque as grandes tornam-se obrigações’.
      Não se ama para ser legal. Não se ama para ser agradável. Se ama pela simplicidade, pelos bons momentos, pelas alegrias compartilhadas, pela confiança, pela fidelidade, por prazer mútuo. Se realmente existe amor, deve ser praticado, não dito.
 - Temos que ser coerentes com o que dizemos. Temos que praticar o que pregamos. Temos que ser o que realmente somos…

Eu acredito na capacidade de interpretar ações como declarações e na capacidade de retribuí-las.

Há uma dor que me faz trocar noite de sono por madrugada de choro. Hoje não tenho vergonha de chorar. O choro faz tornar mais verdadeiro e sincero o que sinto.
Estou tentando voltar a orbitar. Só preciso devolver meu amor pra uns e receber minha parte de outros.

 
      Caso não sirva como algo reflexivo, que sirva como um desabafo.

                                                  Oi depressivo, quer teclar?                                       
        - Não!